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75 milhões de brasileiros estão com contas em atraso e inadimplência segue em alta, revela CNDL

Levantamento da CNDL e SPC Brasil aponta que o país encerrou maio com 75,06 milhões de consumidores inadimplentes, em cenário de persistente pressão sobre o crédito e o orçamento das famílias.

by Redação Diário Online
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O Brasil encerrou maio com 75,06 milhões de consumidores inadimplentes, segundo levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em parceria com o SPC Brasil. O número reforça a manutenção da inadimplência em patamar elevado e indica continuidade da pressão sobre a capacidade de pagamento das famílias brasileiras.

 

O dado ocorre em um ambiente de crédito ainda restritivo, com juros elevados e alto comprometimento da renda, o que limita a reorganização financeira dos consumidores e amplia o risco de permanência no endividamento.

 

Dentro desse cenário, chama atenção o avanço das dívidas com serviços essenciais. Em maio, os débitos relacionados a água e luz cresceram 24,93%, movimento que reforça a deterioração da composição da inadimplência e indica maior estresse no orçamento doméstico.

 

Para o mercado financeiro, o aumento simultâneo do número total de inadimplentes e da participação de contas básicas em atraso é interpretado como um sinal de piora na qualidade do crédito das famílias, com potencial impacto sobre consumo e concessão de crédito.

 

No contexto de alta inadimplência, ganham relevância iniciativas voltadas à renegociação de dívidas e recomposição da capacidade de pagamento dos consumidores, como o Zera Dívidas CDL Goiânia (https://zeradividascdl.com.br/), plataforma que conecta credores e devedores em ambiente digital para negociação de débitos e reestruturação de passivos.

 

Na avaliação do presidente da CDL Goiânia, Gustavo Faria, o cenário reflete um nível mais estrutural de pressão financeira, que já afeta o comportamento econômico das famílias.

 

“Quando 75 milhões de brasileiros estão com contas em atraso e, ao mesmo tempo, há crescimento em dívidas essenciais, isso mostra que a renda das famílias perdeu capacidade de sustentação. Esse é um sinal relevante para o mercado de crédito, porque amplia o risco e reduz a previsibilidade do consumo”, afirma Gustavo Faria.

 

A CNDL destaca que a persistência desse patamar de inadimplência tende a manter o ambiente de maior seletividade na concessão de crédito e a pressionar a recuperação do consumo no curto prazo, especialmente nos setores mais dependentes de financiamento ao consumidor.

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