Início » Corpos são enfileirados em praça após megaoperação no Rio, a mais letal da história do estado

Corpos são enfileirados em praça após megaoperação no Rio, a mais letal da história do estado

por Redação Diário Online
0 comentários

A megaoperação policial realizada nesta terça-feira (28/10) no Rio de Janeiro deixou cenas de horror nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte da capital. Moradores registraram dezenas de corpos espalhados pelas ruas após intensos confrontos entre as forças de segurança e criminosos.

Imagens que circulam nas redes sociais mostram um carro abarrotado de cadáveres e pessoas tentando cobrir os corpos com panos. Segundo informações preliminares, mais de 60 corpos foram enfileirados na Praça São Lucas, localizada na Estrada José Rucas, na Penha.

Ainda não há confirmação se os corpos levados à praça estão incluídos entre os 64 mortos contabilizados oficialmente na operação. Em nota, a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) informou que as circunstâncias estão sendo apuradas.

De acordo com relatos, a maioria das vítimas foi encontrada na área de mata da Vacaria, na Serra da Misericórdia, onde se concentraram os confrontos entre policiais e traficantes. Moradores afirmam que ainda há corpos no alto do morro aguardando remoção.

A operação, considerada a mais letal da história do Rio de Janeiro, mobilizou 2,5 mil agentes das polícias Civil, Militar e de unidades especiais. O objetivo, segundo o Palácio Guanabara, era conter o avanço do Comando Vermelho e desarticular sua base logística nos complexos.

Durante a madrugada, os moradores viveram momentos de pânico e desespero, com helicópteros sobrevoando as comunidades e blindados avançando por becos e vielas. O som de tiros e explosões se estendeu até o amanhecer, principalmente nas regiões da Grota, Fazendinha e Vila Cruzeiro.

Mesmo com o cerco, parte dos criminosos conseguiu escapar por rotas alternativas. Agentes encontraram túneis e passagens camufladas entre casas e muros, lembrando a estratégia usada durante a invasão ao Complexo do Alemão em 2010.

Você também pode gostar

Deixe um comentário