O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI dos Crimes Organizados, protocolou nesta segunda-feira (2) um requerimento com pedidos duros. Entre eles, a convocação e a quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático da advogada Viviane Barci de Moraes.
Segundo o parlamentar, há “fundadas suspeitas” envolvendo o contrato firmado entre o escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados e o Banco Master. Para ele, o acordo pode ir além de uma relação jurídica regular. Ou seja, pode estar ligado a lavagem de dinheiro.
Além disso, o requerimento aponta indícios de organização criminosa, exploração de prestígio e advocacia administrativa. O valor do contrato também chama atenção. Afinal, o pagamento previsto é de R$ 129 milhões.
De acordo com Alessandro Vieira, não há, até o momento, atuação processual substancial que justifique essa quantia. Por isso, o senador faz um questionamento direto: onde está o serviço técnico prestado?
Ainda conforme o documento, existe a suspeita de que o contrato tenha servido para dar aparência de legalidade a repasses financeiros. Na prática, esses valores poderiam remunerar tráfico de influência ou exploração de prestígio.
Outro ponto destacado é a movimentação do dinheiro. Nesse sentido, o senador quer apurar se, por meio de saques e transferências, parte dos valores pagos ao escritório retornou a agentes ligados a esquemas criminosos. Ou, ainda, se foi usada para a cooptação de agentes públicos, fechando o ciclo da lavagem.
O requerimento também cita a necessidade de investigar possíveis conexões com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Agora, caberá aos integrantes da CPI analisar o pedido. A comissão decidirá, portanto, se autoriza a quebra dos sigilos e a convocação da advogada para prestar esclarecimentos.