Uma declaração nos bastidores da política goiana acendeu o alerta dentro do Partido Liberal (PL). Segundo um aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, o senador Wilder Morais estaria prejudicando o projeto do partido de eleger um senador por Goiás nas próximas eleições.
De acordo com a informação divulgada na coluna de bastidores políticos, a avaliação interna é de que a condução política de Wilder tem gerado desgaste e dificultado a consolidação de uma estratégia unificada no estado. Além disso, interlocutores ligados ao grupo bolsonarista apontam que a falta de alinhamento pode enfraquecer o desempenho eleitoral da sigla.
Ainda conforme o cenário descrito, o PL busca fortalecer sua presença em Goiás, considerado um estado estratégico para a direita. No entanto, divergências internas e disputas por protagonismo político estariam criando obstáculos para a construção de uma candidatura competitiva ao Senado.
Nos bastidores, a crítica não se limita apenas ao campo eleitoral. Há também preocupação com a articulação política e a capacidade de diálogo dentro do próprio partido. Para aliados do ex-presidente, a ausência de unidade pode comprometer o planejamento eleitoral a médio prazo.
Por outro lado, o episódio evidencia uma possível fragmentação interna no PL goiano. Esse tipo de ruído político tende a impactar diretamente a organização partidária, especialmente em um momento de pré-articulação para as eleições futuras.
Analistas políticos avaliam que disputas internas por espaço e influência são comuns em períodos pré-eleitorais. Entretanto, quando essas divergências vêm a público, o desgaste pode afetar a imagem do partido e sua capacidade de mobilização.
Diante desse contexto, o desafio do PL em Goiás passa a ser a construção de consenso interno e o alinhamento estratégico entre suas lideranças. Caso contrário, a divisão política pode enfraquecer o projeto eleitoral da sigla no estado e abrir espaço para adversários na disputa por uma cadeira no Senado.