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A Polícia Federal submeteu Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), a uma acareação no Supremo Tribunal Federal (STF). A medida ocorreu após os investigadores identificarem contradições relevantes nos depoimentos prestados pelos dois no mesmo dia.
A diligência integra o chamado Caso Banco Master, que apura suspeitas de irregularidades na tentativa de venda da instituição financeira ao BRB. A operação foi barrada pelo Banco Central, o que deu origem a uma série de investigações no âmbito criminal e administrativo.
Contradições motivaram o confronto
Durante os depoimentos individuais, prestados à Polícia Federal, Vorcaro e Paulo Henrique Costa apresentaram versões divergentes sobre pontos centrais da negociação envolvendo o Banco Master. Diante disso, os investigadores decidiram confrontar diretamente os relatos em uma acareação.
Esse tipo de procedimento ocorre quando a autoridade policial entende que há inconsistências que precisam ser esclarecidas de forma imediata. Assim, os investigados são colocados frente a frente para responder às mesmas perguntas, sob acompanhamento formal.
Depoimentos longos e investigação no STF
Os depoimentos somaram quase sete horas de oitivas, incluindo oitiva de um diretor do Banco Central, que acabou dispensado da acareação. Ainda assim, sua participação foi considerada relevante para o esclarecimento técnico da operação investigada.
O caso tramita no STF porque envolve autoridades com foro por prerrogativa de função. A relatoria está sob responsabilidade do ministro Dias Toffoli, que acompanha os desdobramentos do inquérito desde o início.
O que é o Caso Banco Master
A investigação apura possíveis irregularidades financeiras, inconsistências em ativos e suspeitas de fraude relacionadas à tentativa de incorporação do Banco Master pelo BRB. Após a negativa do Banco Central, a instituição entrou em liquidação extrajudicial, o que intensificou o interesse das autoridades no caso.
Desde então, a Polícia Federal tem avançado na coleta de provas, depoimentos e análises técnicas para definir se haverá denúncia formal e responsabilização criminal dos envolvidos.
Próximos passos
Com a acareação concluída, a expectativa é que a Polícia Federal consolide os depoimentos e encaminhe um relatório ao STF, apontando se as contradições foram sanadas ou aprofundadas. A partir disso, novas diligências não estão descartadas.
O desfecho do caso pode gerar impactos relevantes no sistema financeiro, além de consequências políticas e jurídicas para os envolvidos.