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Doação de sangue exige atenção redobrada no fim do ano, alerta hematologista da Unimed Goiânia

por Redação Diário Online
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No Dia Nacional do Doador de Sangue, celebrado em 25 de novembro, o médico hematologista cooperado da Unimed Goiânia, Dr. Renato Tavares, reforça a importância da doação e alerta para a redução dos estoques de sangue entre novembro e janeiro, período considerado o mais crítico para os bancos de sangue.

A doação de sangue é um ato voluntário que salva vidas diariamente. Uma única bolsa pode beneficiar até quatro pessoas, já que o sangue é fracionado em diferentes componentes: hemácias, plaquetas, plasma e crioprecipitado, usados em tratamentos específicos.

Segundo Dr. Renato, o sangue e seus derivados dependem exclusivamente da solidariedade humana:
“Quando indicado, não há substituto. A doação precisa ser voluntária e altruísta, e isso faz toda a diferença para quem precisa”, destaca o hematologista.

Ele explica que, no fim do ano, diversos fatores comprometem o equilíbrio entre demanda e oferta de hemoderivados, como férias escolares, viagens e mudanças na rotina da população. “Os estoques precisam ser mantidos continuamente”, reforça.

Mitos que afastam doadores

Mesmo com toda a necessidade, mitos ainda afastam muitos possíveis doadores. Dr. Renato esclarece alguns dos mais comuns:

  • A ideia de que, se a pessoa doar uma vez, ficará “obrigada” a doar sempre não é verdadeira;

  • Doar sangue não engorda, não emagrece e não faz mal à pessoa saudável;

  • Mulheres menstruadas podem doar, desde que estejam se sentindo bem;

  • Idosos também podem doar: até 69 anos, desde que a primeira doação tenha ocorrido até os 60.

Quem pode doar sangue?

Para doar, é necessário:

  • Estar em boas condições de saúde;

  • Ter entre 16 e 69 anos (menores de 18 anos precisam de autorização dos pais ou responsáveis);

  • Pesar mais de 50 kg;

  • Apresentar documento oficial com foto;

  • Ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas.

Algumas situações podem impedir a doação temporariamente, como:

  • Doenças passageiras;

  • Cirurgias recentes;

  • Infecções em andamento;

  • Gestação e amamentação;

  • Vacinação recente, entre outras.

“Condição de saúde ruim, mesmo temporária, impede a doação, pois o doador nunca pode correr riscos. Mas reiteramos o alerta para aqueles doadores que estão com a saúde em bom estado. Esse é um período preocupante e uma doação de sangue pode fazer a diferença na vida de muitas pessoas”, orienta Dr. Renato.

Campanha “Abraço” da Unimed Goiânia

Para estimular a doação neste período crítico, a Unimed Goiânia lançou a campanha “Abraço”, que simboliza o ato de doar sangue como um gesto de acolhimento e solidariedade. Com a mensagem “Doar sangue é um abraço que diz: eu estou aqui”, a iniciativa busca fortalecer o compromisso dos doadores regulares e atrair novos voluntários.

Como parte da mobilização, no dia 5 de dezembro, o Instituto Unimed Goiânia recebe o ônibus do Hemocentro de Goiás para coleta de sangue e cadastro de doadores de medula óssea. A ação será realizada no Centro de Diagnósticos Unimed (CDU), na Avenida T-7, das 8h às 15h50.

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