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Durante confronto no Rio, ministro da Justiça de Lula recebe homenagem em Fortaleza

por Redação Diário Online
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Enquanto o Rio de Janeiro vivia 24 horas de confronto intenso entre forças de segurança e integrantes do Comando Vermelho, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, manteve uma agenda festiva em Fortaleza (CE). Na terça-feira (28/10), dia da operação mais letal da história do estado, o ministro recebeu o título de Cidadão Cearense na Assembleia Legislativa.

Lewandowski viajou em jatinho da Força Aérea Brasileira (FAB) ao lado da esposa, que é cearense, para participar da solenidade. Segundo sua assessoria, o ministro chegou à capital cearense na segunda-feira (27/10) para participar da abertura da Conferência da Haia de Direito Internacional Privado, evento oficial que contou com a presença do governador Elmano de Freitas (PT).

Na manhã seguinte, Lewandowski teve nova reunião com o governador e, no período da tarde, participou da cerimônia de homenagem, que ocorreu entre 16h e 17h. O ministro só retornou a Brasília por volta das 21h30, quando a operação policial no Rio já havia deixado dezenas de mortos e gerado repercussão nacional e internacional.

Durante o mesmo período, o governador do Rio, Cláudio Castro (PL), afirmou ter tentado contato duas vezes com o ministro da Justiça, sem sucesso. A assessoria de Lewandowski negou a informação e disse que “não é verdadeira a afirmação de que o governador tentou falar com o ministro”.

A operação Contenção, deflagrada na madrugada de terça-feira, mobilizou 2,5 mil policiais civis e militares nos complexos do Alemão e da Penha e resultou em 121 mortes, segundo balanço divulgado na quarta-feira (29/10).

Discurso sem menção à crise no Rio

Durante a cerimônia em Fortaleza, Lewandowski não mencionou a operação nem a violência no próprio Ceará, estado que registrou em 2024 a maior taxa de homicídios do país, segundo dados do próprio Ministério da Justiça. No discurso de agradecimento, o ministro limitou-se a defender os direitos e garantias dos cidadãos.

“Nessa luta contra a criminalidade, sobretudo a organizada, se esquece da proteção dos direitos e garantias de todo cidadão”, declarou.

Antes da solenidade, em entrevista à imprensa, o ministro afirmou que “era um dia de festa e estava muito feliz” com a homenagem — declaração dada enquanto o cenário de guerra no Rio de Janeiro ganhava destaque em todo o mundo.

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