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Uma ex-aluna do curso de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) continua foragida da Justiça há cerca de 19 meses. Ela recebeu condenação por participação nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. O Supremo Tribunal Federal (STF) acompanha o caso.
A condenada é Roberta Jersyka Oliveira Brasil Soares, de 37 anos. Desde que descumpriu ordens judiciais, as autoridades passaram a procurá-la.
Rompimento da tornozeleira marcou o início da fuga
Em maio de 2024, Roberta rompeu a tornozeleira eletrônica. Em seguida, deixou de comparecer à Justiça. Por isso, os órgãos responsáveis classificaram a ex-aluna como foragida.
Além disso, a decisão que autorizou a liberdade provisória impôs regras claras. Entre elas, estavam o uso permanente do equipamento e a atualização de endereço. No entanto, Roberta ignorou todas as exigências.
STF fixou pena de 14 anos de prisão
O STF condenou Roberta a 14 anos de prisão, em regime fechado. Os ministros entenderam que ela participou diretamente dos ataques às sedes dos Três Poderes. Dessa forma, aplicaram crimes como associação criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e tentativa de golpe.
Além da pena, a Corte determinou o pagamento de indenização por danos morais coletivos, em razão dos prejuízos causados às instituições e ao patrimônio público.
Prisão ocorreu dentro do Congresso Nacional
No dia dos ataques, Roberta estava dentro do Congresso Nacional. As forças de segurança a detiveram durante a operação. Enquanto isso, registros do local passaram a integrar o processo analisado pelo STF.
Posteriormente, a Justiça autorizou a liberdade provisória. Contudo, o descumprimento das regras levou à nova ordem de prisão.
Quem é a ex-aluna da USP
Roberta nasceu em Fortaleza (CE) e tem formação anterior em engenharia. Em 2020, ela se mudou para São Paulo após aprovação no vestibular de Medicina da USP.
No início, suas redes sociais mostravam estudos e rotina pessoal. Entretanto, a partir de 2022, o conteúdo passou a ter foco político.
Situação atual
Atualmente, o paradeiro de Roberta segue desconhecido. As autoridades mantêm as buscas. Enquanto isso, o STF acompanha o cumprimento da decisão judicial.