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Fachin volta a Brasília para gerir crise no STF por caso Master

por Redação Diário Online
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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, antecipou o retorno a Brasília na noite de segunda-feira (19/1) para tratar dos desgastes internos provocados pelo caso envolvendo o Banco Master, que tem gerado tensão nos bastidores da Corte.

Fachin estava em período de férias, assim como outros ministros, mas decidiu voltar presencialmente à capital federal diante da gravidade do momento. Mesmo afastado, ele já vinha mantendo conversas com integrantes do STF, porém avaliou que a situação exigia articulação direta para administrar a crise.

Nesta terça-feira (20/1), o ministro segue para o Maranhão, onde deve se reunir pessoalmente com o ministro Flávio Dino. Além disso, Fachin manteve contato com o ministro Dias Toffoli, relator do caso Master no Supremo, e com outros integrantes da Corte, entre eles Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Nunes Marques, Cristiano Zanin, André Mendonça e Cármen Lúcia.

Durante o recesso do Judiciário, Fachin atuou na condução de demandas urgentes e, posteriormente, repassou a presidência interina ao vice-presidente do STF, Alexandre de Moraes. Ambos trabalharam em sistema de revezamento ao longo do período. Os trabalhos do Judiciário estão previstos para serem retomados oficialmente em 2 de fevereiro.

Caso Master

O retorno antecipado de Fachin ocorre em meio à pressão de setores da política em Brasília para que Dias Toffoli deixe a relatoria do caso Master. Delegados da Polícia Federal (PF) têm manifestado insatisfação com decisões do ministro, especialmente após a segunda fase da Operação Compliance Zero.

Na ocasião, Toffoli determinou que as provas obtidas na operação ficassem sob responsabilidade da Procuradoria-Geral da República (PGR), e não diretamente sob custódia da PF. Por decisão do ministro, quatro peritos da corporação poderão acompanhar a extração e a perícia dos dados.

Delegados, no entanto, avaliam que esse trabalho deveria ser conduzido por setores técnicos internos da própria Polícia Federal, sem interferência externa. Um dos peritos indicados já atuou na Operação Lava Jato, e as investigações relacionadas ao caso foram prorrogadas por mais 60 dias.

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