O governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), anunciou que não será candidato à Presidência da República nas eleições de 2026. A decisão foi tomada após conversas com a família e encerra um movimento que vinha sendo articulado nos bastidores do partido nos últimos meses.
Segundo interlocutores, o chefe do Executivo paranaense optou por permanecer no cargo até o fim do mandato, priorizando a gestão estadual e a influência na sucessão local. A avaliação interna é de que o cenário nacional ainda apresenta alto grau de incerteza, além de desafios políticos que poderiam comprometer sua projeção futura.
Nos bastidores, pesaram fatores pessoais e estratégicos. A família do governador teria atuado diretamente para que ele desistisse da disputa, enquanto aliados defendiam a necessidade de consolidar sua base política no Paraná antes de qualquer voo mais amplo no cenário nacional.
PSD reorganiza estratégia para 2026
Com a saída de Ratinho Jr. da corrida presidencial, o PSD acelera a reorganização de seu projeto para o Palácio do Planalto. Um dos nomes que ganham força dentro da sigla é o do governador de Goiás, Ronaldo Caiado.
De acordo com apurações, Caiado deve se reunir nos próximos dias com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, para alinhar os detalhes e ajustar sua possível candidatura à Presidência da República. O encontro é visto como decisivo para consolidar o nome do goiano como principal aposta do partido na disputa nacional.
Novo cenário eleitoral
Antes da desistência, Ratinho Jr. aparecia com cerca de 7% a 8% das intenções de voto em levantamentos recentes, ainda distante dos principais nomes colocados na corrida. Sua saída, no entanto, tende a reorganizar o campo de centro-direita e abrir espaço para novas articulações políticas.
A movimentação do PSD indica uma tentativa de fortalecer uma candidatura competitiva, com maior capilaridade nacional e alinhamento interno, mirando protagonismo na eleição presidencial de 2026.
