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O empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, tornou-se alvo de um inquérito da Polícia Federal (PF). A abertura da investigação foi autorizada nesta quinta-feira (30) pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o procedimento tramita sob sigilo.
A investigação busca apurar suspeitas de corrupção e tráfico de influência em negócios relacionados à cannabis medicinal envolvendo o Ministério da Saúde.
PF apura suposta influência em negociações
Segundo as informações divulgadas, a Polícia Federal investigará se Lulinha teria utilizado sua condição de filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para facilitar negócios entre o Ministério da Saúde, a empresária Roberta Luchsinger e o lobista Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
Antunes é investigado pela PF em outro inquérito sobre descontos ilegais em aposentadorias e pensões do INSS e está preso preventivamente.
De acordo com a apuração, o lobista atuava em uma empresa voltada à extração de canabidiol e esteve diversas vezes no Ministério da Saúde entre 2024 e 2025.
Transferências e viagem estão entre os fatos apurados
A investigação também analisa documentos que apontam transferências financeiras de aproximadamente R$ 1,5 milhão feitas por Antônio Camilo Antunes à empresária Roberta Luchsinger.
Segundo a Polícia Federal, uma das movimentações continha a referência ao “filho do rapaz”, hipótese que será apurada durante o inquérito.
Além disso, Lulinha e o lobista viajaram juntos para Portugal em novembro de 2024. Conforme a defesa do empresário, a viagem ocorreu para visitar uma fábrica de produtos à base de cannabis medicinal e não resultou em qualquer parceria comercial.
Defesa nega irregularidades
O advogado Marco Aurélio de Carvalho, responsável pela defesa de Lulinha, afirmou que recebeu a notícia da investigação com “estranheza” e classificou a abertura do inquérito como uma possível “fishing expedition”, expressão utilizada para indicar uma investigação sem fatos previamente delimitados.
A defesa sustenta que não houve prática de irregularidades e afirma que esclarecerá os fatos durante a investigação.
Lula diz que filho não terá tratamento privilegiado
Em declaração anterior ao podcast Inteligência Ltda., o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que não utilizará o cargo para beneficiar o filho.
Segundo o presidente, caso Lulinha seja considerado culpado ao fim do processo legal, deverá responder perante a Justiça como qualquer outro cidadão, sem receber tratamento diferenciado.
Até o momento, a investigação está em fase inicial e não há denúncia apresentada nem julgamento sobre o caso.
Fonte: Metrópoles.
Foto: Metrópoles.
