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Atualização da NR-1 obriga empresas a gerenciar riscos no ambiente de trabalho

Nova regra do Ministério do Trabalho passa a exigir que empresas identifiquem, previnam e monitorem riscos ligados à saúde mental dos funcionários; fiscalização começa em maio

por Luma Silveira
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A atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que trata da gestão de segurança e saúde no trabalho, passa a incluir de forma explícita os chamados riscos psicossociais no ambiente corporativo. Na prática, a medida obriga empresas a adotarem ações estruturadas para identificar, prevenir e monitorar fatores que impactam a saúde mental dos trabalhadores.

De acordo com o psicólogo Flávio Ribeiro, a mudança amplia a responsabilidade das empresas na gestão do bem-estar psicológico dos funcionários. “Na prática, isso significa que as empresas precisam cuidar da saúde mental dos seus funcionários”, explica.

Com a atualização, as organizações deverão primeiro identificar os fatores de risco psicossociais no ambiente de trabalho. Após esse diagnóstico, será necessário elaborar um plano de ação integrado ao plano de gestão de riscos da empresa, além de acompanhar e monitorar continuamente as medidas de prevenção.

A fiscalização começa em maio, e empresas que não estiverem adequadas poderão sofrer sanções. Segundo Flávio Ribeiro, muitas organizações já estão se mobilizando para se adaptar às novas exigências.

O psicólogo também explica que a mudança tem relação direta com o aumento dos afastamentos por questões de saúde mental no país. “O governo percebeu que os gastos do INSS relacionados à saúde mental estavam muito altos, então a atualização busca estimular a prevenção dentro das próprias empresas”, afirma.

Além de reduzir afastamentos, especialistas apontam que investir na saúde mental dos trabalhadores pode trazer ganhos operacionais. Ambientes organizacionais mais saudáveis tendem a diminuir absenteísmo, rotatividade e estresse crônico, além de contribuir para maior produtividade.

“Além dos gastos do governo com o INSS, as empresas também têm custos muito altos com rotatividade de funcionários, absenteísmo, erros, atrasos e conflitos internos. Essa adequação não é apenas para evitar multas, mas também uma forma de investir em um ambiente de trabalho mais saudável, produtivo e que pode gerar maior retorno financeiro”, destaca.

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