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Auditor diz que acesso a ex de amigo motivou investigação da PF

por Redação Diário Online
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O auditor fiscal Ricardo Mansano de Moraes afirmou que entrou na mira da Polícia Federal após acessar dados fiscais para verificar se uma mulher seria ex-esposa de um amigo. A informação foi detalhada por Kleber Cabral, diretor da Unafisco Nacional, em entrevista à coluna.

Segundo Cabral, o auditor consultou informações referentes ao ano de 2008, período em que o casal teria se relacionado. “Não deveria ter acessado, mas as medidas são desproporcionais”, declarou.

A investigação apura acessos ilegais a dados fiscais de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e familiares. O caso tramita sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes.

Medidas judiciais

Por decisão de Moraes, o auditor foi alvo de mandado de busca e apreensão, teve os sigilos bancário, fiscal e telemático quebrados e está proibido de deixar a cidade onde reside. Também cumpre recolhimento domiciliar noturno e aos fins de semana, teve o passaporte apreendido e passou a utilizar tornozeleira eletrônica.

Ele foi afastado das funções na Delegacia da Receita Federal em São José do Rio Preto (SP), onde estava lotado.

Críticas à condução do caso

Cabral criticou a forma como a apuração foi conduzida. Segundo ele, a Receita Federal já havia instaurado processo administrativo contra o servidor, que sabia da investigação interna, mas não esperava a deflagração de operação policial.

O dirigente sindical afirmou ainda que questionamentos teriam partido do ministro Alexandre de Moraes, envolvendo movimentações consideradas suspeitas, inclusive de parentes de terceiro grau, sem detalhamento prévio sobre quais dados teriam motivado a desconfiança.

Histórico funcional

Servidor de carreira desde 1995, Mansano já atuou no Ministério da Fazenda e no Ministério da Economia. Conforme dados levantados, recebeu R$ 51 mil em dezembro de 2025, valor que inclui gratificações e indenizações. Atualmente, o salário-base informado é de R$ 38.261,86.

Outros três servidores também são investigados: Luiz Antônio Martins Nunes, técnico do Serpro; Luciano Pery Santos Nascimento e Ruth Machado dos Santos, ambos técnicos do Seguro Social.

A apuração segue em curso no STF.

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