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O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, e o vice-governador Daniel Vilela anunciaram, em decisão conjunta, o fim da chamada taxa do agro, vinculada ao Fundo Estadual de Infraestrutura (Fundeinfra). O anúncio foi feito na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) e inclui o envio de um projeto de lei para revogar a contribuição cobrada do setor produtivo.
De acordo com o governo estadual, a medida ocorre em meio a um cenário de dificuldades enfrentadas pelo agronegócio, como aumento dos custos de produção, queda no preço das commodities, eventos climáticos adversos e restrições de crédito no país.
Governo cita pressão financeira no campo
Durante o anúncio, Caiado destacou que o momento exige sensibilidade diante da realidade econômica dos produtores rurais. Segundo ele, o setor agropecuário tem sido impactado por fatores que reduziram a margem de lucro e ampliaram a pressão financeira no campo.
Além disso, o vice-governador Daniel Vilela afirmou que o fundo teria cumprido sua finalidade inicial de apoiar investimentos em infraestrutura e que a decisão busca aliviar o peso sobre quem produz.
Fim do Fundeinfra e impacto direto
Com a revogação da taxa, o Fundeinfra deve ser extinto. O fundo havia sido criado para financiar obras de infraestrutura no estado, especialmente melhorias logísticas importantes para o escoamento da produção agropecuária.
Outro ponto relevante é a previsão de anistia de multas que, segundo estimativas, podem chegar a cerca de R$ 1 bilhão e beneficiar mais de 10 mil produtores rurais.
Repercussão econômica e política
A decisão tem forte impacto econômico e político, já que a taxa do agro vinha sendo alvo de críticas de entidades do setor produtivo desde sua criação. Produtores alegavam que a cobrança aumentava a carga sobre a cadeia agrícola em um momento de instabilidade no mercado.
Agora, com o envio do projeto à Alego, a proposta deverá ser analisada pelos deputados estaduais. A expectativa é de que o debate avance rapidamente, considerando a relevância do tema para a economia goiana, fortemente sustentada pelo agronegócio.
A medida também sinaliza uma mudança estratégica do governo estadual em relação à política de financiamento da infraestrutura, que deverá buscar novas alternativas sem a contribuição direta do setor agropecuário.