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Mortes na UTI do Hospital Anchieta: veja quem são as vítimas já identificadas pela polícia

por Redação Diário Online
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Investigação aponta homicídios cometidos por técnicos de enfermagem; caso segue sob apuração da Polícia Civil do DF

A Polícia Civil do Distrito Federal avançou nas investigações sobre as mortes suspeitas ocorridas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, em Taguatinga, e já identificou pelo menos três vítimas de uma série de crimes que, segundo os investigadores, teriam sido praticados por técnicos de enfermagem que atuavam na unidade.

As apurações indicam que os pacientes morreram após a aplicação deliberada de substâncias químicas indevidas durante o período de internação. O caso é tratado como homicídio e está sendo investigado pela Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Saúde.

Professora aposentada morreu após sucessivas aplicações de desinfetante

Entre as vítimas está Miranilde Pereira da Silva, de 75 anos, professora aposentada da rede pública do Distrito Federal. Ela faleceu em 17 de novembro de 2025, após receber, segundo a polícia, múltiplas aplicações de um produto químico inadequado diretamente no corpo enquanto estava internada na UTI.

De acordo com o delegado responsável pelo inquérito, a idosa teria sido submetida a pelo menos dez aplicações do produto. À época, a morte foi inicialmente tratada como natural, mas novas evidências levantaram suspeitas que levaram à reclassificação do óbito como homicídio.

Miranilde atuou por anos na Regional de Ensino de Ceilândia, lecionando na Escola Classe 3. Em nota divulgada na época do falecimento, o Sindicato dos Professores do Distrito Federal destacou a trajetória da educadora e sua dedicação à escola pública. Ela deixou filhos, netos e bisnetos.

Servidor da Caesb também está entre as vítimas

Outra vítima já identificada é João Clemente Pereira, de 63 anos, servidor da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb). Ele também morreu no dia 17 de novembro de 2025, após dar entrada na UTI do Hospital Anchieta.

A família chegou a ser informada inicialmente de que o óbito havia ocorrido por causas naturais. No entanto, com o avanço da investigação, surgiram indícios de que o paciente também teria recebido substâncias de forma irregular, o que contribuiu diretamente para a morte.

Carteiro morreu no início de dezembro

A terceira vítima confirmada é Marcos Raymundo Fernandes Moreira, de 33 anos, morador de Brazlândia e servidor dos Correios. Ele faleceu em 1º de dezembro de 2025, após ser internado com fortes dores abdominais e evoluir para óbito na UTI.

Marcos deixou esposa e um filho de cinco anos. O velório foi realizado no dia seguinte, no Cemitério Campo da Esperança, em Brazlândia. O Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos do Distrito Federal e Região do Entorno lamentou a morte do carteiro em nota oficial.

Técnicos de enfermagem são investigados

Segundo a Polícia Civil, três técnicos de enfermagem são investigados por envolvimento direto nas mortes. Eles teriam agido de forma intencional, aplicando substâncias que provocaram paradas cardiorrespiratórias nos pacientes.

O hospital informou que instaurou um comitê interno assim que identificou inconsistências nos óbitos registrados entre novembro e dezembro de 2025 e comunicou imediatamente as autoridades. A investigação segue sob segredo de Justiça, e novas vítimas ainda podem ser identificadas.

A Polícia Civil reforça que o inquérito continua em andamento e que outras informações serão divulgadas à medida que as diligências avançarem.

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