Brasília

“Vão se lascar”, diz Nikolas Ferreira após sugestão de prisão por críticas e memes

Deputado reage com ironia a pedidos de cassação e investigação feitos por opositores

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) reagiu de forma irônica e agressiva, nesta semana, a sugestões de que deveria ser preso ou cassado em razão de publicações feitas nas redes sociais. Em tom de deboche, o parlamentar afirmou que há uma tentativa de criminalizar memes e opiniões políticas.

A declaração ocorreu após críticas de adversários, que passaram a defender medidas mais duras contra o deputado. Em resposta, Nikolas publicou uma mensagem nas redes afirmando: “Maduro não deve ser preso por ser um ditador, mas eu devo ser preso por um meme. Vão se lascar.”


Críticas partem da esquerda e chegam à PGR

As reações surgiram depois que Nikolas compartilhou conteúdos relacionados a uma suposta operação internacional contra o ditador venezuelano Nicolás Maduro. Além disso, o deputado divulgou montagens e vídeos com críticas diretas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Entre os críticos está o vereador Pedro Rousseff (PT-MG), sobrinho da ex-presidente Dilma Rousseff, que classificou as declarações do parlamentar como “extremamente graves” e defendeu sua cassação. Segundo ele, o conteúdo publicado poderia representar afronta à soberania nacional.

Diante da repercussão, o PSol decidiu acionar a Procuradoria-Geral da República (PGR), pedindo a abertura de apuração contra Nikolas Ferreira.


Nikolas nega ilegalidade e fala em perseguição política

Em reação direta, Nikolas afirmou que não cometeu qualquer crime e acusou adversários de tentar silenciar parlamentares conservadores. Para ele, a tentativa de enquadrar publicações como crime representa um abuso e um ataque à liberdade de expressão.

O deputado também comparou sua situação à de líderes autoritários estrangeiros, reforçando o discurso de que há dois pesos e duas medidas no debate político brasileiro.


Polarização política volta a dominar redes sociais

O episódio intensificou a polarização nas redes, com apoiadores e críticos do parlamentar trocando acusações e ofensas. Enquanto aliados afirmam que se trata apenas de opinião política e sátira, opositores defendem que o conteúdo ultrapassa os limites institucionais.

Até o momento, não há decisão judicial contra Nikolas Ferreira. A PGR ainda avalia se abrirá procedimento formal sobre o caso.

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