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Petróleo sobe com tensão no Estreito de Hormuz

por Redação Diário Online
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Fechamento do Estreito de Hormuz pelo Irã e incertezas sobre trégua com os EUA elevam preços no mercado global

A cotação do petróleo voltou a subir nesta quinta-feira (9) em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio. O barril do tipo Brent, referência global, registrou alta de cerca de 4%, sendo negociado a US$ 98,49 no início da manhã, após forte queda no dia anterior.

O movimento do mercado ocorre após o Estreito de Hormuz ser novamente fechado pelo Irã, em meio à escalada de ameaças entre Teerã e os Estados Unidos.

Tensão geopolítica pressiona mercado

O governo iraniano acusa os Estados Unidos e Israel de desrespeitarem o acordo de cessar-fogo após ataques recentes ao Beirute, no Líbano. Diante disso, o país voltou a restringir a passagem de embarcações pela região estratégica.

O Irã condiciona a reabertura total da rota à interrupção imediata das ofensivas militares. A medida impacta diretamente o fluxo global de petróleo e eleva a instabilidade nos mercados internacionais.

Impacto direto no transporte marítimo

Dados recentes apontam que o número de embarcações que atravessaram o estreito caiu drasticamente, passando de 11 para apenas cinco navios em um único dia. Além disso, cerca de 1.300 embarcações comerciais aguardam autorização para seguir viagem.

A região segue classificada como de risco extremamente elevado, o que tem levado operadores a adotar uma postura cautelosa. O ambiente de incerteza torna o transporte de cargas economicamente inviável em muitos casos.

Importância estratégica de Hormuz

O Estreito de Hormuz é considerado uma das rotas mais importantes do mundo para o escoamento de energia. Segundo a Agência Internacional de Energia, cerca de 20 milhões de barris de petróleo por dia passam pelo local, o equivalente a aproximadamente 20% de toda a oferta global.

Qualquer interrupção na região tem impacto imediato nos preços internacionais, refletindo diretamente no custo de combustíveis e na economia mundial.

Fonte: Dados de mercado e agências internacionais

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