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PGR arquiva denúncia contra Erika Hilton e dois assessores investigados por atuação como maquiadores

Procuradoria concluiu que não havia elementos suficientes para apontar crime ou uso irregular dos cargos públicos em benefício particular da deputada

por Redação Diário Online
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A Procuradoria-Geral da República (PGR) determinou o arquivamento da denúncia apresentada contra a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) e dois assessores de seu gabinete que também atuam profissionalmente como maquiadores. A decisão foi tomada após a análise de uma representação que questionava se os servidores estariam utilizando cargos públicos para prestar serviços particulares à parlamentar durante o expediente.

Em despacho assinado em 6 de agosto pelo vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand Filho, a PGR concluiu que não foram encontrados elementos suficientes para caracterizar a prática de ilícito penal. Segundo o órgão, não ficou demonstrado que os assessores tenham abandonado suas atribuições parlamentares para atender exclusivamente a interesses pessoais da deputada durante o horário de trabalho.

Assessores também trabalham com maquiagem

Os servidores Ronaldo César Camargo Hass e Índy Cunha Montiel da Rocha ocupam cargos de secretário parlamentar no gabinete de Erika Hilton. Paralelamente às atividades no Congresso, os dois possuem atuação profissional na área de beleza e maquiagem.

A representação contra a deputada surgiu em junho de 2025, depois que informações sobre a atuação dos dois profissionais foram divulgadas. Parlamentares da oposição questionaram se os salários pagos pela Câmara estariam sendo utilizados para remunerar pessoas que, na prática, exerceriam funções particulares para a deputada.

Durante a apuração, a defesa de Erika Hilton afirmou que os dois servidores desempenham atividades de assessoria política e legislativa e que eventuais serviços de maquiagem ocorrem de maneira pontual, sem comprometer a jornada parlamentar.

PGR não identificou desvio de função

Na avaliação da Procuradoria, o fato de os servidores também exercerem atividades privadas na área de beleza não é suficiente, por si só, para tornar irregular a ocupação dos cargos na Câmara dos Deputados.

O entendimento foi de que não havia comprovação de que os assessores deixassem suas funções públicas para trabalhar em interesses particulares da deputada durante o expediente. A PGR também considerou que as regras aplicáveis aos secretários parlamentares não impedem o exercício de outras atividades profissionais, desde que sejam respeitadas a jornada e as atribuições do cargo.

Diante da ausência de elementos mínimos que apontassem para a ocorrência de crime, a Procuradoria recomendou o arquivamento da notícia de fato. A medida foi determinada pelo vice-procurador-geral da República.

Justiça Federal também analisou o caso

A controvérsia também chegou à Justiça Federal. De acordo com as informações divulgadas sobre o caso, a 12ª Vara Federal Cível da Bahia julgou improcedentes os pedidos relacionados à denúncia e concluiu que não havia comprovação de que serviços de maquiagem fossem realizados durante a jornada dos assessores ou pagos com recursos públicos.

Com o arquivamento pela PGR, a investigação criminal não encontrou elementos suficientes para responsabilizar Erika Hilton ou os dois assessores pelos fatos apresentados na representação.

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