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O empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, passou a negociar com a cúpula da CPMI do INSS alternativas para prestar esclarecimentos à comissão.
A movimentação ocorre após o ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, facultar ao banqueiro o direito de comparecer ou não ao colegiado.
Em conversa com o presidente da CPMI, o senador Carlos Viana, Vorcaro informou que não irá ao depoimento presencial previsto para segunda-feira (23), mas manifestou interesse em prestar esclarecimentos.
Propostas apresentadas
Segundo apuração, o banqueiro apresentou duas alternativas:
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Ser ouvido em São Paulo apenas pelo presidente da comissão e pelo relator, deputado Alfredo Gaspar;
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Encaminhar respostas por escrito à CPMI.
Impasse sobre garantias
Aliados afirmam que a decisão de não comparecer presencialmente foi influenciada pela ausência de um acordo formal por escrito sobre as condições do depoimento.
Vorcaro teria solicitado um documento garantindo que não seria exposto no trajeto entre São Paulo e Brasília e que seria ouvido na condição de investigado, o que lhe asseguraria o direito ao silêncio. Segundo relatos, o presidente da CPMI teria oferecido apenas um acordo verbal.
Na mesma decisão que tornou facultativa a ida à comissão, Mendonça também proibiu Vorcaro de viajar a Brasília em avião particular. O deslocamento só seria permitido em voo comercial ou aeronave oficial da Polícia Federal.
Possível ida à CAE
Apesar de não confirmar presença na CPMI, Vorcaro ainda avalia comparecer à audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, prevista para terça-feira (24). A avaliação de aliados é de que o ambiente na CAE seria mais restrito, por contar apenas com senadores, diferentemente da CPMI, composta por deputados e senadores.
O caso segue repercutindo no Congresso Nacional.