O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado, comentou nesta semana a decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras. Em publicação nas redes sociais, Caiado aproveitou para criticar duramente o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo Caiado, a medida adotada pelos EUA demonstra uma postura mais rígida no combate ao crime organizado. O político afirmou que o Brasil precisa endurecer as ações contra as facções criminosas e criticou declarações e políticas que, segundo ele, enfraquecem o enfrentamento à criminalidade.
“Chega de PT, chega de narcotráfico e chega da corrupção”, declarou o ex-governador em vídeo divulgado nas redes sociais.
Durante a publicação, Caiado também afirmou que sua maior frustração é não ter chegado antes à Presidência da República para implementar medidas mais severas contra organizações criminosas. Ele disse ainda que, em um eventual governo, não haveria espaço para “corruptos e faccionados” no país.
A decisão dos Estados Unidos foi anunciada pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio. A medida inclui PCC e Comando Vermelho na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras e deve entrar em vigor nos próximos dias.
A classificação das facções brasileiras gerou repercussão internacional e também movimentou o cenário político nacional. Integrantes do governo federal demonstraram preocupação com os impactos diplomáticos da decisão americana e possíveis reflexos na cooperação internacional em segurança pública.
Especialistas apontam que o enquadramento pode ampliar mecanismos de combate financeiro às organizações criminosas, além de permitir ações mais rigorosas contra integrantes e apoiadores das facções em território internacional.
Repercussão política
A fala de Caiado ocorre em um momento de intensificação do debate sobre segurança pública no Brasil. O avanço das facções criminosas e o aumento da violência em diversas regiões do país têm sido temas centrais nas discussões políticas para as eleições de 2026.
Aliados do ex-governador defendem que a decisão americana reforça o discurso de endurecimento penal adotado por Caiado ao longo de sua trajetória política. Já integrantes da base governista avaliam que o tema está sendo utilizado como instrumento político e eleitoral.
