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Auditoria avaliou o sistema de defesa agropecuária e frigoríficos brasileiros; setor paranaense aguarda definição dos próximos procedimentos.
O Paraná avalia um cenário de possível retomada das exportações de frango para a UE, após a conclusão de uma auditoria realizada por autoridades europeias no Brasil.
A missão avaliou o sistema de defesa agropecuária e frigoríficos brasileiros. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, a União Europeia comunicou na segunda-feira (14) a aceitação dos protocolos sanitários apresentados pelo país.
A declaração foi feita pelo secretário-executivo da pasta, Cleber Oliveira Soares, durante o 6º Fórum Pecuária Datagro, em São Paulo.
Conforme informações divulgadas pela CNN, a missão europeia terminou na sexta-feira (11). Agora, o setor aguarda um protocolo detalhado com os próximos procedimentos para a eventual retomada das vendas.
Para o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette, o resultado reforça a capacidade do setor brasileiro de atender às exigências sanitárias internacionais.
“As auditorias realizadas pela União Europeia demonstram como os pecuaristas paranaenses e brasileiros cumprem, de fato, os mais rigorosos padrões sanitários, sendo capazes de oferecer carne de excelência para os mercados nacional e internacional”, afirma.
Paraná concentra parte relevante das exportações
O Paraná é o principal produtor e exportador de carne de frango do Brasil. Por isso, o estado está entre os mais afetados pelo embargo europeu.
Em 2025, o Paraná exportou US$ 382 milhões em carne de frango para a União Europeia. O volume alcançou 118,7 mil toneladas.
No mesmo período, o estado vendeu US$ 10,2 milhões em carne bovina ao bloco, equivalente a 1,4 mil toneladas.
Somadas, as duas cadeias movimentaram US$ 392,2 milhões em exportações para a União Europeia em 2025, segundo dados do Agrostat, do Ministério da Agricultura.
Já no primeiro semestre de 2026, as exportações paranaenses para a UE alcançaram aproximadamente US$ 224 milhões em carne de frango. O volume chegou a 78,7 mil toneladas.
No mesmo período, a carne bovina somou US$ 4,6 milhões, correspondentes a 643 toneladas.
Atualmente, a União Europeia representa cerca de 5% do mercado externo de carnes do Paraná.
Setor aguarda definição dos próximos procedimentos
Meneguette destacou os impactos do veto europeu sobre a avicultura paranaense. Segundo ele, o setor espera a confirmação dos protocolos e agilidade nos procedimentos seguintes.
“O Paraná é líder nacional na produção e exportação de frango. Logo, a nossa avicultura sofre com os efeitos do veto europeu. Portanto, o que esperamos agora é a confirmação da aceitação dos protocolos nacionais pela União Europeia e que haja celeridade nos procedimentos necessários à retomada, para que o impacto econômico aos nossos produtores seja o menor possível”, explica.
Entretanto, a aceitação dos protocolos representa apenas uma etapa do processo. A retomada efetiva das vendas ainda depende da conclusão dos procedimentos europeus.
Segundo Cleber Oliveira Soares, o protocolo detalhado deverá indicar as medidas necessárias para a implementação dos procedimentos e o retorno das exportações.
Brasil também recebe outras missões sanitárias
Além da auditoria europeia, o Brasil concluiu recentemente missões sanitárias do Japão e da Coreia do Sul em frigoríficos nacionais.
Enquanto isso, o país se prepara para receber uma nova missão da China. A equipe deverá inspecionar estabelecimentos fornecedores de miúdos bovinos e suínos.
A missão também deverá avaliar plantas que tiveram habilitações suspensas e frigoríficos que buscam autorização para exportar ao mercado chinês.
Dessa forma, o setor paranaense aguarda a definição dos procedimentos pela União Europeia. A expectativa está relacionada à normalização do comércio e à recuperação de um mercado que movimentou centenas de milhões de dólares em produtos de origem animal.
Fonte: CNN Brasil / Sistema Faep / Ministério da Agricultura e Pecuária
Crédito da foto: Não informado