A ashwagandha no Brasil voltou ao centro de um alerta sanitário nesta quinta-feira, 22 de outubro. Segundo reportagem da Agência Brasil, a Anvisa reforçou que a substância não integra a lista de ingredientes autorizados para suplementos alimentares no país.
O alerta ocorre em meio à circulação de recomendações nas redes sociais para relaxamento e sintomas da perimenopausa. A agência informa que fabricação, comercialização, distribuição e uso do suplemento são proibidos no Brasil.
No entanto, a presença de vídeos e anúncios não substitui a avaliação sanitária. Para o consumidor, conferir a situação do produto é uma etapa diferente de decidir, com orientação profissional, se existe necessidade de suplementação.
Ashwagandha no Brasil não deve ser confundida com suplemento autorizado
A Agência Brasil relata que a Anvisa voltou a advertir sobre riscos associados ao consumo de suplementos irregulares. A reportagem também destaca que produtos legalizados podem causar prejuízos quando usados em desacordo com as necessidades da pessoa ou as instruções de uso.
Por isso, o alerta sobre ashwagandha no Brasil não deve servir de incentivo para trocar um produto por outro por conta própria. A indicação individual depende de avaliação por profissional de saúde qualificado.
Em orientação publicada em julho, a própria Anvisa já havia advertido que recomendações de influenciadores não consideram necessariamente o histórico clínico de cada pessoa. Além disso, anúncios podem utilizar imagens e vozes adulteradas por inteligência artificial.
Como consultar a situação de um suplemento
O guia oficial da Anvisa diferencia produtos registrados e notificados. Nos primeiros, o rótulo informa o número de registro; nos segundos, apresenta o número do processo de notificação.
Para conferir, acesse a consulta de alimentos da agência e abra a busca avançada. Depois, utilize o número da regularização ou do processo, conforme o tipo informado na embalagem.
Segundo o guia, o resultado ativo indica regularização, enquanto o inativo indica que o produto não está autorizado. Entretanto, a agência também descreve uma fase de transição e a existência de produtos regularizados diretamente pela vigilância sanitária local.
Promessas de cura exigem atenção
Para os produtos regularizados localmente, não existe uma base nacional única de consulta, informa a Anvisa. Em caso de dúvida, a orientação é procurar a vigilância sanitária da cidade de fabricação, identificada no endereço do fabricante no rótulo.
Além disso, suplementos não podem anunciar cura, tratamento ou prevenção de doenças. A Anvisa ressalta que a origem natural também não elimina riscos, inclusive no caso de medicamentos fitoterápicos utilizados de maneira inadequada.
O portal já abordou outro alerta sanitário, sobre suplementos concentrados de cúrcuma. São substâncias e situações diferentes, que não devem ser tratadas como equivalentes.
Com informações de Agência Brasil e Anvisa, em seus guias sobre regularização de suplementos e recomendações nas redes sociais.