Alta de itens básicos como ovo, feijão e leite pressiona IPCA-15, aponta IBGE
A inflação de alimentos registrou alta de 0,88% na prévia de março, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística nesta quinta-feira (26). O avanço foi um dos principais responsáveis pela pressão sobre o índice geral de preços no período.
Entre os itens que mais subiram, destaque para o açaí (29,95%), o feijão-carioca (19,69%) e o ovo de galinha (7,54%), dentro do IPCA-15. Apesar da forte alta do açaí e do feijão, os ovos tiveram maior impacto no indicador devido ao peso mais elevado na composição da inflação.
Alta atinge alimentos básicos
Outros produtos essenciais também apresentaram aumento de preços. O leite longa vida subiu 4,46%, enquanto as carnes tiveram alta de 1,45%, reforçando o encarecimento da alimentação no dia a dia das famílias brasileiras.
Por outro lado, alguns itens ajudaram a conter uma elevação ainda maior. O café moído recuou 1,76% e as frutas tiveram queda de 1,31%, contribuindo para um alívio parcial no índice.
Pressão maior dentro de casa
De acordo com o IBGE, a inflação foi mais intensa na alimentação dentro do domicílio, que passou de 0,09% em fevereiro para 1,10% em março. Já a alimentação fora de casa apresentou alta mais moderada, de 0,35%, após 0,46% no mês anterior.
Com isso, o grupo de alimentação e bebidas avançou 0,88% e respondeu por 0,19 ponto percentual do IPCA-15 — quase metade da inflação total registrada no mês.
Índice geral desacelera, mas alimentos pesam
No geral, o IPCA-15 subiu 0,44% em março, desacelerando em relação aos 0,84% registrados em fevereiro. No acumulado de 12 meses, a inflação chegou a 3,90%.
Já o IPCA-E, que mede a inflação trimestral, ficou em 1,49% no primeiro trimestre.
Os dados reforçam que, mesmo com desaceleração no índice geral, os alimentos seguem como principal fator de pressão sobre o custo de vida no país.
Fonte: CNN Brasil
