A Prefeitura de Goiânia trabalha na finalização do projeto do primeiro jardim de chuva da Agenda Goiânia Mais Verde, que será instalado na Rua 4, no Setor Oeste, no ponto de partida do corredor verde que liga o Bosque dos Buritis ao Lago das Rosas. A iniciativa integra a maior estratégia de infraestrutura verde urbana da história da capital e prevê, além da implantação de 100 jardins de chuva e outras ações, 16 quilômetros de corredores verdes e nove trilhas ecológicas.
“Os jardins de chuva são estruturas concebidas para captar e infiltrar a água da chuva, reduzindo o escoamento superficial e aliviando a sobrecarga das galerias pluviais”, afirma o prefeito Sandro Mabel. Entre os benefícios ambientais e urbanos destaca-se o aumento da permeabilidade do solo com recarga do lençol freático, melhoria na qualidade da água, incremento da biodiversidade urbana e redução das ilhas de calor por meio do aumento de áreas verdes.

Segundo a Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), o projeto inclui rebaixamentos de calçada acessíveis, eliminando pontos de acúmulo de água e sujeira que representavam risco a pedestres e cadeirantes. O sistema inclui uma depressão vegetal onde a água é conduzida pela superfície, filtrada por camadas de solo e material vegetal que retêm sedimentos e poluentes, e escoada por uma camada de brita até um tubo perfurado. O excesso é então direcionado com segurança à rede de drenagem ou a áreas de descarte controlado.
A Agenda Goiânia Mais Verde organiza as intervenções em eixo integrado para ampliar a arborização e conectar parques e microbacias. Na primeira etapa, além dos jardins de chuva, estão previstos cerca de 10 quilômetros distribuídos em nove trilhas ecológicas temáticas por parques como Areião, Vaca Brava, Lago das Rosas, Bosque dos Buritis, Botafogo, Flamboyant e Jardim Botânico. Também serão instalados 2 mil pares de lixeiras ecológicas, 500 bancos e 230 Pontos de Entrega Voluntária de recicláveis ao longo dos corredores.
Presidente da Amma, Zilma Peixoto detalha que os jardins de chuva representam uma solução sustentável e econômica frente às obras tradicionais de drenagem, com custo reduzido e retorno direto à qualidade de vida da população. “A instalação do primeiro equipamento na Rua 4 servirá como modelo para as demais 99 unidades previstas nesta primeira etapa”, apontou Zilma, ao frisar que a Agenda Goiânia Mais Verde é uma resposta concreta aos desafios das mudanças climáticas e vai elevar a qualidade de vida dos goianienses.
