O Supremo Tribunal Federal negou nesta quarta-feira (28) que existisse mandado de busca e apreensão contra Flávio Bolsonaro ou seus endereços. A manifestação respondeu a notícias de uma suposta operação da Polícia Federal na residência do senador em Brasília.
Segundo a nota reproduzida pela Agência Brasil, não havia decisão judicial nem diligência policial de busca com essa finalidade. Portanto, a informação de que agentes cumpriam uma ordem de busca no imóvel não foi confirmada pelo tribunal.
O esclarecimento ocorreu enquanto a imprensa acompanhava os desdobramentos da viagem de Flávio aos Estados Unidos. Embora os assuntos envolvam o mesmo senador, a notícia do deslocamento não comprova que tenha ocorrido uma operação em sua casa.
Supremo Tribunal Federal motivou correção de notícia
O UOL informou expressamente que a nota corrigia uma publicação anterior do próprio portal. De acordo com o veículo, o relato inicial havia sido baseado em reportagem exibida pela GloboNews.
A versão inicial atribuía a Alexandre de Moraes uma decisão de busca e apreensão na residência do parlamentar. Com o esclarecimento, o UOL passou a informar que não havia mandado direcionado ao senador ou a seus endereços.
Essa alteração é importante para quem recebeu apenas a primeira notícia em aplicativos de mensagem. A atualização modifica o fato central da reportagem: uma diligência antes apresentada como existente foi negada pela instituição responsável pela manifestação.
Desmentido sobre buscas não encerra investigações
Por outro lado, a Agência Brasil informa que os inquéritos envolvendo o senador continuam a tramitar. A negativa do Supremo Tribunal Federal refere-se às buscas noticiadas, e não equivale a um anúncio de arquivamento dos procedimentos.
A agência menciona uma apuração relatada por Moraes e outra vinculada ao caso Banco Master, sob relatoria de André Mendonça. No segundo caso, Flávio nega irregularidades no financiamento do filme Dark Horse e afirma que houve captação privada de recursos.
Assim, a existência de investigações e o desmentido da suposta operação precisam ser apresentados separadamente. Esta matéria registra a posição atribuída ao senador nas fontes consultadas, sem afirmar culpa e sem alegar contato próprio com sua defesa.
Novas medidas dependem de decisão específica
O UOL também ressalta que uma eventual prisão dependeria de nova decisão judicial e da presença dos requisitos legais. Conforme o veículo, a comunicação da PF sobre os passaportes permitiria ao ministro avaliar outras providências, sem consequência automática.
Por isso, não é correto transformar a notícia sobre a entrega dos documentos em anúncio de prisão, nem apresentar uma possibilidade futura como medida já determinada. O alcance do comunicado desta quarta é o desmentido das buscas divulgadas naquela manhã.
Com informações de Agência Brasil e UOL.