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Goiás cria 32% menos vagas formais em 2026, mas desemprego cai

por Redação Diário Online
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Capa de uma carteira de trabalho brasileira

Goiás criou 50.529 vagas com carteira assinada de janeiro a agosto de 2026, segundo dados do Novo Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego. O número é cerca de 32% menor do que o registrado no mesmo período de 2025, quando o estado abriu 74.644 postos formais.

Desemprego em queda

Mesmo com o ritmo mais fraco de contratações formais, a taxa de desemprego em Goiás recuou de 5,1% no primeiro trimestre para 4% no segundo trimestre de 2026, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, do IBGE.

As duas informações parecem contraditórias, mas medem coisas diferentes. O Caged conta apenas empregos com carteira assinada, enquanto a PNAD considera todas as pessoas ocupadas, incluindo trabalhadores informais e autônomos.

Outros indicadores do mercado goiano

No primeiro semestre, o estado abriu 44.316 vagas formais, e a informalidade chegou a 35% dos trabalhadores, o menor nível desde 2016, conforme levantamento divulgado pelo jornal O Hoje. A renda média em Goiás chegou a R$ 3,9 mil e, segundo reportagem do Jornal Opção sobre a PNAD Contínua, cresce três vezes mais que a média nacional.

O agronegócio segue como peso relevante no mercado de trabalho. O setor respondia por 28% dos postos de trabalho no estado, com 1,08 milhão de pessoas ocupadas no primeiro trimestre de 2026, de acordo com boletim do Instituto Mauro Borges (IMB), ligado ao governo estadual.

Comércio contrata para o fim de ano

Segundo o Mais Goiás, o comércio de Goiânia já começou a contratar para o Natal, com informações da CDL Goiânia. Para quem procura trabalho, o fim de ano costuma concentrar vagas temporárias no varejo, o que pode ampliar as oportunidades nas próximas semanas.

Os números mostram um mercado que continua contratando, mas em ritmo menor que o do ano passado. Os próximos balanços do Caged devem indicar se a desaceleração se mantém até o fim de 2026.

Fonte: Novo Caged (MTE), PNAD Contínua (IBGE) e IMB, conforme Mais Goiás, O Hoje e Jornal Opção.

Capa de carteira de trabalho (imagem ilustrativa). Foto: Governo Federal / Wikimedia Commons / domínio público.

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